Há algo de muito estranho na pedagogia sócio-construtivista ou, simplesmente, a pedagogia de Paulo Freire. Algo não parece certo.
Até algum tempo atrás, quando um professor ia ensinar alguma coisa, o pressuposto mais rudimentar adotado, mesmo que implicitamente, era o da existência de uma verdade absoluta e objetiva, a qual haveria deveria ser aquiescida pelos alunos. O segundo pressuposto fundamental era o de que o professor deveria saber mais sobre o assunto a ser ministrado do que seus alunos, e por isso era o professor quem o ministrava, o que nos leva ao terceiro pressuposto básico: se a verdade era objetiva e o professor era creditado como seu arauto, logo, a aula consistia na transmissão deste conhecimento, do professor aos alunos. E ninguém ficava tristinho ou se sentia oprimido.
Hoje, esse modelo pedagógico não é apenas considerado anacrônico, mas rude, opressor e arrogante. Hoje, a síntese da teoria pedagógica é a de que o conhecimento é subjetivo e, portanto, o trabalho de um professor não é ensinar algo a qualquer pessoa - tal empreitada o transformaria em um saudosista do escolasticismo medieval - , mas auxiliar seus interlocutores a encontrar a verdade por si mesmos por meio de seu contato com o mundo e pela suposição falaciosa de que o método indutivo pode produzir conhecimento. Hoje, a pedagogia adotada é a de Paulo Freire e seu método é o sócio-construtivismo.
Eu me pergunto se Pedro, em seu discurso de Atos 3, deveria ter empregado a pedagogia de Paulo Freire e, ao invés de declarar verdades e ainda chamar ao arrependimento seus ouvintes, sentar-se com eles em uma roda (para quem sabe amenizar visualmente a hierarquia do conhecimento) e perguntar como cada um de seus ouvintes se sentia em relação à possibilidade de arrependimento diante do Deus Santo.
Também me questiono se João adotou a pedagogia correta quando disse que a comunhão para com Deus só seria possível caso seus ouvintes adotassem exatamente o seu ensino (1Jo 1.3). Talvez João devesse ter enfatizado a dimensão social do aprendizado, deixando que o contato com o meio produzisse nos seus ouvintes toda a informação bíblica necessária para a salvação.
Jesus, por sua vez, talvez tivesse outra coisa em mente quando orientou seus discípulos a pregar o evangelho e formar mais discípulos ensinando-lhes tudo o que deveriam saber acerca da doutrina cristã (Mt 28). Para os parâmetros hodiernos, os pressupostos pedagógicos de Jesus são, de fato, indigestos.
Portanto, é evidente que a Escritura defende um modelo pedagógico com premissas muito bem delineadas. Conquanto um professor realmente detenha a verdade sobre certo nicho de conhecimento, segundo a graça e a capacitação de Deus recebida, ele realmente detém esta verdade e deve transmiti-la a seus alunos. Estes, por sua vez, carecem do conhecimento que seu professor intenta transmitir. Este conhecimento é objetivo, absoluto e transmitido em uma linha que vai do professor ao aluno. Esta é a pedagogia bíblica.
Imagine, assim, se o evangelismo e o discipulado fossem orientados segundo o sócio-construtivismo: NENHUM conhecimento seria transmitido e nenhum discípulo, ao menos do cristianismo verdadeiro, seria formado. E isso em nome das premissas politicamente corretas da renúncia da autoridade e da reivindicação da verdade sobre determinado assunto.
A ideia de que a "verdade" ou conhecimento está em cada um de nós e de que precisamos apenas da intermediação de um "guia" a fim de descobri-la por nós mesmos pode parecer piedosa e sábia, e sem dúvida ela está em voga, mas não é verdadeira. Pode soar exótica e interessante, com ares de ying yang e sabedoria milenar, mas oculta uma disposição carnal, rebelde e bastante estúpida. Não é esta pedagogia que a Bíblia nos orienta a adotarmos.
Alguns poderiam argumentar, com base em Romanos 2.15 e outros, que, a verdade, com efeito, está em cada um de nós e, assim, reivindicar a validade do sócio-construtivismo. Mas embora seja verdadeiro que o homem porte, inerentemente, conteúdo proposicional, informações e categorias de verdade, é igualmente factual que ele as nega em virtude de sua corrupção e, negando a Deus, destrói a possibilidade de conhecimento (Rm 1.21,22).
Assim, precisamos não de um "guia", mas de um legítimo porta-voz. Precisamos ser ensinados. Precisamos de conteúdo externo e de verdades que não conheceríamos se algum professor não as trouxesse. Precisamos enterrar o método de Paulo Freire, com suas premissas marxistas, e adotar os pressupostos pedagógicos legitimados pela Escritura.
Em outro artigo sublinhei a necessidade de se adotar um primeiro princípio correto a fim de se estruturar uma cosmovisão ou teologia verdadeira. Também foram elencados os requisitos para que a afirmação deste primeiro princípio seja filosoficamente válida e, finalmente, constatamos que só a Escritura, como revelação proposicional de Deus, pode ser considerada um adequado primeiro princípio.
Neste artigo será abordada a natureza de uma correta articulação lógico-epistêmica, ou seja, a maneira correta de se empregar a lógica e a teoria do conhecimento, em relação indissolúvel uma com a outra, para construir um sistema de pensamento ou teologia.
Todo sistema pode ser estruturado a partir de uma lógica indutiva ou dedutiva.
Lógica indutiva
A lógica indutiva estabelece conclusões universais a partir de premissas particulares. Tome o seguinte argumento como exemplo:
De uma caixa foi retirada uma bola branca;
Da mesma caixa foi retirada outra bola branca;
Da mesma caixa foi retirada outra bola branca;
[...]
Logo, todas as bolas naquela caixa são brancas.
Este argumento mostra uma afirmação de verdade universal ("todas as bolas presentes na caixa são brancas") concluída a partir de constatações particulares, via de regra obtidas mediante observação ("da mesma caixa foi retirada mais uma bola branca...").
O que deve ser pontuado aqui é a natureza essencialmente falaciosa de toda lógica indutiva. Uma falácia é um silogismo inválido e o silogismo indutivo é logicamente inválido porque sua conclusão NÃO DERIVA DAS PREMISSAS.
Observando o exemplo acima, vemos que a afirmação de que todas as bolas naquela caixa são brancas não parte das premissas visto que não foi cada espécime de bola, exaustivamente, investigado para se concluir tal afirmação. Supondo que exista apenas uma bola amarela dentro daquela caixa com 10.000 bolas brancas e toda a verdade de que todas as bolas naquela caixa são brancas é imediatamente desconstruída. A não ser que se saiba de antemão, por meio de alguma "visão onisciente", que todas as bolas dentro da caixa são brancas, não é possível estabelecer, logicamente, nem mesmo que de dentro da caixa, em certo momento, não sairá um quadrado, um triângulo, uma lata de Coca-Cola ou uma serpente. De fato, existe um número literalmente INFINITO de possibilidades entre o "...da mesma caixa foi retirada outra bola branca" e a conclusão "todas as bolas naquela caixa são brancas". Um número infinito.
A lógica indutiva, assim, produz uma afirmação universal cujo conteúdo não é derivado das premissas e, portanto, é sempre falaciosa.
Lógica dedutiva
Por sua vez, a lógica dedutiva estabelece conclusões particulares a partir de premissas universais. Veja o seguinte exemplo:
A caixa "x" contém exclusivamente 10.000 bolas brancas;
Foi retirado um objeto da caixa "x";
Este objeto é uma bola branca.
A característica principal da lógica dedutiva é que sua conclusão realmente deriva das premissas. Uma premissa universal é fixada de antemão ("A caixa 'x' contém exclusivamente 10.000 bolas brancas") e, a partir de sua universalidade, qualquer conclusão particular dela extraída formalmente, por força lógica, será verdadeira. Além disso, o conteúdo das conclusões particulares extraídas de verdades universais nunca é novo ou apresenta informações novas, mas tão somente reproduz o que foi determinado antes por uma "onisciência" que estabeleceu uma primeira verdade universal, de forma axaustiva e inegociável.
A lógica indutiva é falaciosa. A lógica dedutiva não. O pensamento indutivo é falacioso. O pensamento dedutivo não. É óbvio, portanto, que um sistema de pensamento ou teologia deve ser estruturado mediante uma articulação lógico-epistêmica dedutiva, ao invés de indutiva. Somente dessa maneira um sistema de pensamento, cosmovisão ou teologia - termos intercambiáveis - pode ser reivindicado verdadeiro.
E de que maneira uma articulação lógico-epistêmica pode ser reivindicada no método teológico para a afirmação de um cristianismo autêntico?
Se uma lógica e um conhecimento, para serem verdadeiros, precisam ser edificados por vias dedutivas, é necessário que o primeiro princípio do qual todo o sistema derivará seja, além de coerente e amplo, auto-justificador. Na origem desses requisitos jaz a qualidade revelada da Bíblia. E uma vez que a Escritura Sagrada, como Palavra de Deus, preenche estes requisitos atendendo às qualificações necessárias, todo o processo lógico-epistêmico terá como a premissa número um - o primeiro princípio - a Bíblia, e a partir dela todo o processo será construído dedutivamente.
A Escritura, por ser revelação especial, é coerente, auto-justificadora e abrangente. E pode, com efeito, ser adotada como primeiro princípio porque a onisciência necessária para a formulação inicial em um processo dedutivo lhe é intrínseca.
Concluimos que o cristianismo é um sistema de pensamento perfeito e filosoficamente impenetrável, visto que seu método compreende a afirmação de um primeiro princípio completo e uma articulação lógico-epistêmica capaz de concluir a verdade. Daí, tudo o que o cristianismo afirmar, tendo sido corretamente extraído da Bíblia mediante uma articulação lógico-epistêmica dedutiva, é verdadeiro e digno de plena confiança.
Neste artigo será abordada a natureza de uma correta articulação lógico-epistêmica, ou seja, a maneira correta de se empregar a lógica e a teoria do conhecimento, em relação indissolúvel uma com a outra, para construir um sistema de pensamento ou teologia.
Todo sistema pode ser estruturado a partir de uma lógica indutiva ou dedutiva.
Lógica indutiva
A lógica indutiva estabelece conclusões universais a partir de premissas particulares. Tome o seguinte argumento como exemplo:
De uma caixa foi retirada uma bola branca;
Da mesma caixa foi retirada outra bola branca;
Da mesma caixa foi retirada outra bola branca;
[...]
Logo, todas as bolas naquela caixa são brancas.
Este argumento mostra uma afirmação de verdade universal ("todas as bolas presentes na caixa são brancas") concluída a partir de constatações particulares, via de regra obtidas mediante observação ("da mesma caixa foi retirada mais uma bola branca...").
O que deve ser pontuado aqui é a natureza essencialmente falaciosa de toda lógica indutiva. Uma falácia é um silogismo inválido e o silogismo indutivo é logicamente inválido porque sua conclusão NÃO DERIVA DAS PREMISSAS.
Observando o exemplo acima, vemos que a afirmação de que todas as bolas naquela caixa são brancas não parte das premissas visto que não foi cada espécime de bola, exaustivamente, investigado para se concluir tal afirmação. Supondo que exista apenas uma bola amarela dentro daquela caixa com 10.000 bolas brancas e toda a verdade de que todas as bolas naquela caixa são brancas é imediatamente desconstruída. A não ser que se saiba de antemão, por meio de alguma "visão onisciente", que todas as bolas dentro da caixa são brancas, não é possível estabelecer, logicamente, nem mesmo que de dentro da caixa, em certo momento, não sairá um quadrado, um triângulo, uma lata de Coca-Cola ou uma serpente. De fato, existe um número literalmente INFINITO de possibilidades entre o "...da mesma caixa foi retirada outra bola branca" e a conclusão "todas as bolas naquela caixa são brancas". Um número infinito.
A lógica indutiva, assim, produz uma afirmação universal cujo conteúdo não é derivado das premissas e, portanto, é sempre falaciosa.
Lógica dedutiva
Por sua vez, a lógica dedutiva estabelece conclusões particulares a partir de premissas universais. Veja o seguinte exemplo:
A caixa "x" contém exclusivamente 10.000 bolas brancas;
Foi retirado um objeto da caixa "x";
Este objeto é uma bola branca.
A característica principal da lógica dedutiva é que sua conclusão realmente deriva das premissas. Uma premissa universal é fixada de antemão ("A caixa 'x' contém exclusivamente 10.000 bolas brancas") e, a partir de sua universalidade, qualquer conclusão particular dela extraída formalmente, por força lógica, será verdadeira. Além disso, o conteúdo das conclusões particulares extraídas de verdades universais nunca é novo ou apresenta informações novas, mas tão somente reproduz o que foi determinado antes por uma "onisciência" que estabeleceu uma primeira verdade universal, de forma axaustiva e inegociável.
A lógica indutiva é falaciosa. A lógica dedutiva não. O pensamento indutivo é falacioso. O pensamento dedutivo não. É óbvio, portanto, que um sistema de pensamento ou teologia deve ser estruturado mediante uma articulação lógico-epistêmica dedutiva, ao invés de indutiva. Somente dessa maneira um sistema de pensamento, cosmovisão ou teologia - termos intercambiáveis - pode ser reivindicado verdadeiro.
E de que maneira uma articulação lógico-epistêmica pode ser reivindicada no método teológico para a afirmação de um cristianismo autêntico?
Se uma lógica e um conhecimento, para serem verdadeiros, precisam ser edificados por vias dedutivas, é necessário que o primeiro princípio do qual todo o sistema derivará seja, além de coerente e amplo, auto-justificador. Na origem desses requisitos jaz a qualidade revelada da Bíblia. E uma vez que a Escritura Sagrada, como Palavra de Deus, preenche estes requisitos atendendo às qualificações necessárias, todo o processo lógico-epistêmico terá como a premissa número um - o primeiro princípio - a Bíblia, e a partir dela todo o processo será construído dedutivamente.
A Escritura, por ser revelação especial, é coerente, auto-justificadora e abrangente. E pode, com efeito, ser adotada como primeiro princípio porque a onisciência necessária para a formulação inicial em um processo dedutivo lhe é intrínseca.
Concluimos que o cristianismo é um sistema de pensamento perfeito e filosoficamente impenetrável, visto que seu método compreende a afirmação de um primeiro princípio completo e uma articulação lógico-epistêmica capaz de concluir a verdade. Daí, tudo o que o cristianismo afirmar, tendo sido corretamente extraído da Bíblia mediante uma articulação lógico-epistêmica dedutiva, é verdadeiro e digno de plena confiança.
Todas as ações e pensamentos humanos são orientados por pressupostos. Não há escolha quanto a isso. E os pressupostos existem em uma cadeia, uma rede cuja estrutura forma o que chamamos de cosmovisão. Deste modo, uma cosmovisão é uma cadeia ou conjunto de pressupostos entrelaçados através dos quais enxergamos e interpretamos o mundo. Nas palavras de James Sire, em Dando Nome ao Elefante:
"Cosmovisão é um compromisso, uma orientação fundamental do coração, que pode ser expresso como uma estória ou num conjunto de pressuposições (suposições que podem ser verdadeiras, parcialmente verdadeiras ou totalmente falsas) que sustentamos (consciente ou subconscientemente, consistente ou inconsistentemente) sobre a constituição básica da realidade, e que fornece o fundamento no qual vivemos, nos movemos e existimos".
Em adição, os pressupostos, necessariamente, operam e fundamentam proposições em diversas áreas do pensamento humano, como a ética, a metafísica, a filosofia da história, etc. E visto que todas estas esferas da reflexão filosófica subjazem a um conceito pré-determinado e pré-teórico sobre deus, uma cosmovisão, em última análise, é também uma teologia e vice-versa.
Dito, isso, a cosmovisão ou teologia de uma pessoa pode ser coerente ou incoerente dependendo, entre outros fatores, de seus pressupostos serem subsidiários de um só ponto em comum, de uma só origem, sob a penalidade de entrarem em contradição lógica e se auto anularem, invalidando qualquer reivindicação de verdade. Se uma cosmovisão ou teologia emprega princípios diferentes para orientar suas conclusões sobre cada área do pensamento, estes princípios são distintos e conflitam entre si. Então é lógico que a afirmação de princípios diferentes para cada uma das áreas do pensamento viola a Lei da Não-Contradição (LNC) e faz com que a cadeia de pensamento se auto-refute.
Assim, como provo exaustivamente em meu curso Cosmovisão Cristã, toda visão de mundo ou teologia devem partir de um único princípio primeiro (ignore o pleonasmo aqui). A questão, neste artigo, é determinar quais são os requisitos que satisfazem a condição para que um primeiro princípio seja correto e, portanto, vetor de uma teologia ou cosmovisão correta.
Um primeiro princípio não pode ter contradições
Um primeiro princípio que viole a LNC sucumbe imediatamente. A LNC está na base de qualquer pensamento lógico de modo que, caso uma afirmação a ignore, ela fatalmente cairá.
Um primeiro princípio precisa ser auto-justificador e auto-autenticável
Um primeiro princípio que seja, de alguma maneira, justificado, deixa de ser um PRIMEIRO princípio, porque algo o justificou. Um primeiro princípio que derive de outro não é mais um primeiro princípio, assim como um primeiro princípio que dependa de outro.
Por definição, um primeiro princípio precisa deter o conteúdo para justificar a si mesmo e se auto-autenticar.
Um primeiro princípio precisa ser abrangente
Um primeiro princípio que respeite a LNC e que seja auto-justificador e auto-autenticável, mas que NÃO seja amplo o suficiente para gerar conclusões nas principais áreas do pensamento, outrossim não é correto.
Tome a proposição dois mais dois somam quatro como primeiro princípio. Ora, é evidente que esta proposição não viola a LNC. Neste requisito não há problemas. Repare também que este primeiro princípio possui um conteúdo que justifica a si mesmo e se auto-autentica, afinal, dois mais dois somam quatro PORQUE somam! - não há um "porquê" superior aqui.
Porém, a expressão dois mais dois somam quatro não me diz nada sobre a origem do universo, não me diz nada sobre ética, não me diz nada sobre o funcionamento do conhecimento, não me diz nada sobre política, sobre o ser humano, etc., etc. A expressão dois mais dois somam quatro não é ampla o suficiente para que sobre ela seja construída uma visão de mundo ou teologia. Ela simplesmente não possibilita conclusões nas diversas áreas do pensamento de modo que, embora seja verdadeira e auto-autenticável, não é abrangente o suficiente para que seja candidata a primeiro princípio de uma cosmovisão.
Tirando o fato de que a esmagadora maioria das cosmovisões que competem atualmente no mundo não passariam nem mesmo no primeiro requisito para uma cosmovisão verdadeira, que é sua origem em apenas UM princípio, uma análise estritamente filosófica revelaria que somente a cosmovisão cristã reivindica um primeiro princípio com as qualidades necessárias.
A Bíblia Sagrada, ou mais precisamente a afirmação "a Bíblia toda é a Palavra de Deus", é o primeiro princípio da cosmovisão ou teologia cristã.
Este primeiro princípio não viola a LNC. Na Bíblia inteira não é possível encontrar uma só contradição verdadeira.
Este primeiro princípio é auto-justificador e auto-autenticável. Tudo o que a Escritura diz, ela o faz como consequência de inspiração divina. E se o próprio Deus é quem fala por meio de sua palavra, e não existe autoridade superior a Deus ou que o justifique de alguma maneira, então a Bíblia é toda auto-justificadora. Não existe autoridade alguma acima da Escritura que lance justificativa sobre ela; antes, ela, como palavra de Deus, é que lança justificativa sobre tudo. Ademais, o caráter auto-justificador e auto-autenticável do primeiro princípio cristão o absolve da arbitrariedade inerente aos primeiros princípios dos sistemas racionalistas.
Finalmente, este primeiro princípio é deveras amplo e proporciona um conjunto completo de proposições sobre as principais áreas do pensamento humano.
A Escritura nos fornece uma epistemologia, uma teontologia, uma metafísica, uma antropologia, uma ética, uma política, uma filosofia da história, uma cosmologia, uma teodiceia, uma soteriologia e até mesmo uma estética, entre outros referenciais.
E o fato de a Escritura ser palavra de Deus resume sua qualidade revelada e inerrante.
Portanto, somente o cristianismo como sistema de pensamento reivindica um primeiro princípio válido e filosoficamente justificável. Doravante, o sistema cristão também emprega uma correta articulação lógico-epistêmica, que o garante como a verdadeira cosmovisão ou teologia.
Continuarei sobre isso em outro artigo.
Insight #1
Todos os substantivos têm um signo temporal a eles designados em algum ponto contingente, e um significado atemporal, de natureza metalinguística.
"Capitalismo" é um exemplo. É uma babaquice chamar o conceito de "livre-mercado" de "capitalismo", mas todos fazemos isso, inclusive eu, apenas para nos ajustarmos a um símbolo historicamente consolidado e facilitarmos a troca de informações.
No entanto, "capitalismo" é um termo que aponta para doutrinas, ações e pensamentos que centrifugam em torno do "capital" e são por ele vetorizados. Logicamente, portanto, "capitalismo" é um termo equivocado para designar o conceito por trás do símbolo.
O que se chama por "capitalismo" deveria se chamar "liberdade econômica", todavia, para sugerir que as pessoas que gostam de lucrar com seu trabalho (ou seja, cada ser humano honesto do mundo) são escravagistas malvados que só pensam em dinheiro e em subjugar empregados, os esquerdistas preferem falar em "capitalismo", ou seja, preferem insinuar que em um sistema econômico livre tudo existe "em função do capital".
Sim, os esquerdistas amam usar a semântica como arma de subversão. E odeiam o "God damn money". Então por que será que eles querem o meu e o seu?
Insight #2
Poucas vezes em minha vida me deparei com uma obscenidade mais torpe do que a seguinte:
"Tudo o que temiam como consequência do comunismo - desemprego, baixa renda e o caramba a quatro - foi encontrado no capitalismo".
Deveria existir punição para quem vomitasse irracionalidades desta magnitude.
O capitalismo ou livre-mercado não existe para solucionar os males intrínsecos à condição humana, que têm origem no pecado e no desalinhamento do homem em relação a vontade de Deus. E nenhum sistema econômico deveria ser pensado tendo este fim em vista. Aliás, esta é mais uma premissa burra das doutrinas vermelhas: a ideia de que a perfeição da vida humana pode ser alcançada nesta vida, neste planeta, por meio de - pasme! - um sistema econômico.
Ademais, o livre-mercado só não ajuda mais as pessoas quando é contaminado com respingos do comunismo, no engrandecimento do Estado e na coletivização do indivíduo. Fato estatístico: quanto mais livre uma nação, melhor o seu desempenho econômico, melhor a qualidade de vida dos indivíduos e menor a pobreza. Fatalmente, o inverso é verdadeiro.
Insight #3
Seguindo o raciocínio do Insight #2, o esquerdista precisa adotar o pressuposto de que não existe uma "vida divina" pós-morte ou uma existência humana aperfeiçoada a ser administrada por Deus em tempo oportuno. Para o esquerdista, a vida perfeita tem de acontecer aqui mesmo, e ela não inclui as aspirações mais nobres da alma humana, ao invés disso, preconiza um cenário econômico onde o cara que trabalhou mais e tem mais dinheiro precisa dar uma parte do fruto do seu trabalho ao cara que tem menos...só porque ele tem menos.
O padre Paulo Ricardo sintetizou esta conclusão com uma acuracidade e um lirismo singulares. Ele fala em "imanentização das nossas esperanças escatológicas", ou seja, o fato de tornarem a esperança última do homem (o retorno de Cristo, a aniquilação definitiva do mal, a criação de novos céus e terra...) em um eixo horizontal reduzido ao bem estar econômico, e isso concretizado pelo Estado.
É evidente que as doutrinas vermelhas substituem o Deus verdadeiro pelo "deus-Estado" (vide a divinização dos chefes de Estado esquerdistas, como Hitler e Mao Tse Tung), como substituem a afirmação do contentamento humano em Cristo pelo contentamento humano no nivelamento econômico.
E nós, conservadores, que amamos o dinheiro...
Insight #4
Falando em nivelamento, na pueril e doentia mente esquerdista, não pode haver espaço para desníveis econômicos.
Isso significa que o caboclo que fez escolhas profissionais melhores do que as minhas, trabalhou mais do que eu, foi mais inteligente do que eu e recebeu mais da "graça monetária" de Deus do que eu (graça que, aliás, Deus, como dono do ouro e da prata, distribui como quer), tem de dar, por FORÇA DE COERÇÃO, uma parte do dinheiro dele para mim, que fiz piores escolhas, fui mais burro, estudei menos, trabalhei menos e recebi menos "ouro" de Deus.
Justo, não é?
Mas a esquerda não defende apenas o nivelamento econômico. Ela ama o nivelamento moral. Para os esquerdistas, há razão suficiente para crer que o ladrão tem tantos direitos quanto o trabalhador; que o homem mau não é mau, mas apenas uma vítima da sociedade má (que, curiosamente, nasceu boa); que o Lula é a alma mais pura desde o primeiro advento de Jesus Cristo; que as mães que abortam seus nenês são vítimas; and so on...
Há também o nivelamento estético, metafísico, etc., próprios do arcabouço de estupidez do esquerdismo.
Insight #5
Quer ver algo burro e engraçado? Tente isso: ao invés de você mesmo pagar por um bem ou serviço, você dar o seu dinheiro para uma outra pessoa pagar para você (com o seu próprio dinheiro) o bem ou serviço em que está interessado. E é claro que esta pessoa não fará isso de graça. Ela precisa abocanhar uma parte, não é?
Que tal? Parece uma boa ideia?
Os esquerdistas dizem que sim. E isso, literalmente, resume o mecanismo de engrandecimento estatal típico do comunismo/socialismo. As pessoas são treinadas desde a mais tenra idade (razão pela qual a educação, pública, precisa ser ideologizada) para funcionar em contraposição ao testemunho de seu próprio intelecto e alargar o Estado, a fim de que ele faça tudo por você. Então, temos gerações de babacas e marginais (isto é, "estudantes") clamando por transporte público de qualidade, educação pública de qualidade, saúde pública de qualidade, ao mesmo tempo em que dizem odiar políticos.
É óbvio que o Estado, para funcionar em constante invasão da vida individual e se infiltrar em todas as camadas da sociedade, precisa criar toda uma estrutura para isso. A essa estrutura custa dinheiro. Muito dinheiro.
E para piorar, como o Estado torna-se dono de tudo, não há competição. E quando não há competição, não há motivo para o exercício de uma cultura de qualidade, e nem poderia haver. A qualidade dos bens e serviços só aparece no livre-mercado, onde um precisa se sobressair em relação ao outro a fim de ganhar clientes, aumentar os lucros, crescer (e no crescimento se contrata mais gente, o desemprego diminue, o sistema econômico é aquecido, etc., etc.).
Não seria mais correto e fácil nós pagarmos DIRETAMENTE às empresas pelos serviços e bens que queremos consumir?
Sim, seria.
Mas os esquerdistas não querem isso. Eles querem abolir o "capitalismo malvado", nem que todos desçam à pobreza e à clamidade enquanto isso acontece.
Insight #6
Falando em destruição das liberdades individuais, o esquerdismo ADORA utilizar a ferramenta marxista da "luta de classes" para esmagar o indivíduo e transformar a nação em um campo de concentração ideológico.
Por eles gostam tanto de falar em "minorias". É minoria disso e minoria daquilo. Negros são minorias (ahan...no Brasil, negros são minorias...sei...), mulheres são minorias, homossexuais são minorias. Este epíteto bastante manjado serve ao propósito de velar sua razão de ser: provocar o conflito na sociedade e, pela fraqueza e vulnerabilidade do povo como resultado do conflito, conquistar a nação em total e explícito aparelhamento.
Eles utilizam canais financiados pelo governo para fomentar esta luta. Deste modo, tudo o que se faz ou diz, de alguma maneira, deve ofender a certo grupo [minoritário], o que, em última instância, cala a todos os que pensam diferente e retira-lhes o direito da liberdade de expressão.
A não ser que você reproduza o discurso "oficial" e politicamente correto, você é uma ameaça e deve ser neutralizado. Em alguns países esta neutralização ocorre no campo cultural, com boicotes acadêmicos, por exemplo. Em outros, esta neutralização ocorre no paredão, com você ajoelhado, de olhos vendados, na frente de um oficial armado com um fuzil. Mas no fundo é a mesma coisa.
Contudo, a maioria, que é composta de idiotas úteis, não percebe que em um sistema onde se fala em "minorias", o INDIVÍDUO se torna a maior minoria de todas, pois, a não ser que você pertença a um grupo chancelado pelo Estado como "minoria", você está lascado, brother.
Outrossim, a própria ideia de uma "minoria" pressupõe uma antropologia espúria, que estabelece uma distinção de qualidade essencial entre os seres humanos. Os mesmos que advogam a existência de minorias acreditam que existem grupos de pessoas diferentes - piores ou melhores - de outros. Eles é que estão dizendo que negros são diferentes de brancos, e que homossexuais são diferentes de heterossexuais.
Em qualquer dicionário do mundo, isto se chama RACISMO.
Não são os conservadores que são racistas, mas os amiguinhos à esquerda.
E não existem minorias! Escreva isso. Todos os homens descendem de um só e foram criados iguais.
Insight #7
Já que falei em "discurso oficial", devo trazer à tona a questão da tolerância.
Meu Deus, quanta babaquice!
Falar alguma coisa contra uma pessoa, grupo ou ideia, agora é "intolerância", e é crime.
Você já percebeu que tudo está se tornando "intolerância"? E já percebeu que se tudo é intolerância, então intolerância não existe?
Veja só: o próprio conceito de "intolerância" supõe de antemão um embate de ideias, afinal, se todos pensassem da mesma forma, não haveria necessidade de tolerar a ideia do outro.
Olavo de Carvalho falou sobre isso:
"Respeitar as opiniões alheias.' É sempre o maldito pensamento metonímico. Respeitar é valorizar. Se valorizo uma opinião, faço-a também minha ao menos parcialmente, e neste caso não estou respeitando uma opinião alheia, e sim a minha própria. O que se pode respeitar é o DIREITO de ter uma opinião que, em si, não merece respeito nenhum. Mas, no Brasil, 'respeitar a opinião alheia' tem uma nuance especial: significa abster-se de tentar mudá-la. E, se não tento mudar uma opinião da qual discordo, é que não me importo de que o sujeito a tenha. Ele que pense o que quiser. 'Respeitar a opinião alheia' significa então desprezá-la. O brasileiro é hoje um dos povos mais confusos do planeta"
Sim, eu citei Olavo. Chore.
Insight #8
O esquerdismo é um monumento ao pós-modernismo, e este, por sua vez, à irracionalidade.
O homem pós-moderno odeia a razão e, em detrimento dela, emprega seus sentimentos.
Em uma rua por onde sempre passo há uma pichação com os seguintes dizeres:
"O ser humano não é mal, ele só está perdido. Mais amor, por favor!".
Esta frase, à luz do sistema de pensamento cristão e à luz do conservadorismo, é ridícula. Sim, o ser humano é mal. E não deixa de estar perdido. Mas o "... Mais amor, por favor!" é emblemático.
O tema do amor aparece em todos os cantos no paraíso esquerdista. Aparece desde o sinal com os dedos em forma de coração até uma mulher clamando por amor e tolerância enquanto fica de quatro e insere um crucifixo no ânus, em frente a uma paróquia cristã, para fazer frente ao cristianismo que, segundo ela, carece de tolerância.
A esquerda não é amável? Che Guevara que o diga.
Mas sabe o que nunca aparece no vocabulário de esquerda? O conceito de "VERDADE". Sabe o por quê? Porque se existir uma verdade, ela pode ser contrária aos interesses, ideias e práticas do esquerdista (como de fato é!). E sendo contrária, ela "oprime" aqueles com os quais entra em confronto.
O cristianismo é bastante opressor, pois ele afirma valores absolutos. O cristianismo não é interessante para a esquerda, nem para o homem pós-moderno.
A esquerda só não sabe que sem a VERDADE, sequer podemos definir AMOR. Uma palavra precisa ser definida. Precisamos saber o que significa "amor". E quando nos perguntamos sobre o significado de "amor", pressupomos uma verdade pela qual imprimimos o conteúdo em seu signo.
Se você chegou à conclusão de que coerência, honestidade, altruísmo, verdade e caridade NÃO são predicados do esquerdismo, então você chegou à conclusão correta.
Todos os substantivos têm um signo temporal a eles designados em algum ponto contingente, e um significado atemporal, de natureza metalinguística.
"Capitalismo" é um exemplo. É uma babaquice chamar o conceito de "livre-mercado" de "capitalismo", mas todos fazemos isso, inclusive eu, apenas para nos ajustarmos a um símbolo historicamente consolidado e facilitarmos a troca de informações.
No entanto, "capitalismo" é um termo que aponta para doutrinas, ações e pensamentos que centrifugam em torno do "capital" e são por ele vetorizados. Logicamente, portanto, "capitalismo" é um termo equivocado para designar o conceito por trás do símbolo.
O que se chama por "capitalismo" deveria se chamar "liberdade econômica", todavia, para sugerir que as pessoas que gostam de lucrar com seu trabalho (ou seja, cada ser humano honesto do mundo) são escravagistas malvados que só pensam em dinheiro e em subjugar empregados, os esquerdistas preferem falar em "capitalismo", ou seja, preferem insinuar que em um sistema econômico livre tudo existe "em função do capital".
Sim, os esquerdistas amam usar a semântica como arma de subversão. E odeiam o "God damn money". Então por que será que eles querem o meu e o seu?
Insight #2
Poucas vezes em minha vida me deparei com uma obscenidade mais torpe do que a seguinte:
"Tudo o que temiam como consequência do comunismo - desemprego, baixa renda e o caramba a quatro - foi encontrado no capitalismo".
Deveria existir punição para quem vomitasse irracionalidades desta magnitude.
O capitalismo ou livre-mercado não existe para solucionar os males intrínsecos à condição humana, que têm origem no pecado e no desalinhamento do homem em relação a vontade de Deus. E nenhum sistema econômico deveria ser pensado tendo este fim em vista. Aliás, esta é mais uma premissa burra das doutrinas vermelhas: a ideia de que a perfeição da vida humana pode ser alcançada nesta vida, neste planeta, por meio de - pasme! - um sistema econômico.
Ademais, o livre-mercado só não ajuda mais as pessoas quando é contaminado com respingos do comunismo, no engrandecimento do Estado e na coletivização do indivíduo. Fato estatístico: quanto mais livre uma nação, melhor o seu desempenho econômico, melhor a qualidade de vida dos indivíduos e menor a pobreza. Fatalmente, o inverso é verdadeiro.
Insight #3
Seguindo o raciocínio do Insight #2, o esquerdista precisa adotar o pressuposto de que não existe uma "vida divina" pós-morte ou uma existência humana aperfeiçoada a ser administrada por Deus em tempo oportuno. Para o esquerdista, a vida perfeita tem de acontecer aqui mesmo, e ela não inclui as aspirações mais nobres da alma humana, ao invés disso, preconiza um cenário econômico onde o cara que trabalhou mais e tem mais dinheiro precisa dar uma parte do fruto do seu trabalho ao cara que tem menos...só porque ele tem menos.
O padre Paulo Ricardo sintetizou esta conclusão com uma acuracidade e um lirismo singulares. Ele fala em "imanentização das nossas esperanças escatológicas", ou seja, o fato de tornarem a esperança última do homem (o retorno de Cristo, a aniquilação definitiva do mal, a criação de novos céus e terra...) em um eixo horizontal reduzido ao bem estar econômico, e isso concretizado pelo Estado.
É evidente que as doutrinas vermelhas substituem o Deus verdadeiro pelo "deus-Estado" (vide a divinização dos chefes de Estado esquerdistas, como Hitler e Mao Tse Tung), como substituem a afirmação do contentamento humano em Cristo pelo contentamento humano no nivelamento econômico.
E nós, conservadores, que amamos o dinheiro...
Insight #4
Falando em nivelamento, na pueril e doentia mente esquerdista, não pode haver espaço para desníveis econômicos.
Isso significa que o caboclo que fez escolhas profissionais melhores do que as minhas, trabalhou mais do que eu, foi mais inteligente do que eu e recebeu mais da "graça monetária" de Deus do que eu (graça que, aliás, Deus, como dono do ouro e da prata, distribui como quer), tem de dar, por FORÇA DE COERÇÃO, uma parte do dinheiro dele para mim, que fiz piores escolhas, fui mais burro, estudei menos, trabalhei menos e recebi menos "ouro" de Deus.
Justo, não é?
Mas a esquerda não defende apenas o nivelamento econômico. Ela ama o nivelamento moral. Para os esquerdistas, há razão suficiente para crer que o ladrão tem tantos direitos quanto o trabalhador; que o homem mau não é mau, mas apenas uma vítima da sociedade má (que, curiosamente, nasceu boa); que o Lula é a alma mais pura desde o primeiro advento de Jesus Cristo; que as mães que abortam seus nenês são vítimas; and so on...
Há também o nivelamento estético, metafísico, etc., próprios do arcabouço de estupidez do esquerdismo.
Insight #5
Quer ver algo burro e engraçado? Tente isso: ao invés de você mesmo pagar por um bem ou serviço, você dar o seu dinheiro para uma outra pessoa pagar para você (com o seu próprio dinheiro) o bem ou serviço em que está interessado. E é claro que esta pessoa não fará isso de graça. Ela precisa abocanhar uma parte, não é?
Que tal? Parece uma boa ideia?
Os esquerdistas dizem que sim. E isso, literalmente, resume o mecanismo de engrandecimento estatal típico do comunismo/socialismo. As pessoas são treinadas desde a mais tenra idade (razão pela qual a educação, pública, precisa ser ideologizada) para funcionar em contraposição ao testemunho de seu próprio intelecto e alargar o Estado, a fim de que ele faça tudo por você. Então, temos gerações de babacas e marginais (isto é, "estudantes") clamando por transporte público de qualidade, educação pública de qualidade, saúde pública de qualidade, ao mesmo tempo em que dizem odiar políticos.
É óbvio que o Estado, para funcionar em constante invasão da vida individual e se infiltrar em todas as camadas da sociedade, precisa criar toda uma estrutura para isso. A essa estrutura custa dinheiro. Muito dinheiro.
E para piorar, como o Estado torna-se dono de tudo, não há competição. E quando não há competição, não há motivo para o exercício de uma cultura de qualidade, e nem poderia haver. A qualidade dos bens e serviços só aparece no livre-mercado, onde um precisa se sobressair em relação ao outro a fim de ganhar clientes, aumentar os lucros, crescer (e no crescimento se contrata mais gente, o desemprego diminue, o sistema econômico é aquecido, etc., etc.).
Não seria mais correto e fácil nós pagarmos DIRETAMENTE às empresas pelos serviços e bens que queremos consumir?
Sim, seria.
Mas os esquerdistas não querem isso. Eles querem abolir o "capitalismo malvado", nem que todos desçam à pobreza e à clamidade enquanto isso acontece.
Insight #6
Falando em destruição das liberdades individuais, o esquerdismo ADORA utilizar a ferramenta marxista da "luta de classes" para esmagar o indivíduo e transformar a nação em um campo de concentração ideológico.
Por eles gostam tanto de falar em "minorias". É minoria disso e minoria daquilo. Negros são minorias (ahan...no Brasil, negros são minorias...sei...), mulheres são minorias, homossexuais são minorias. Este epíteto bastante manjado serve ao propósito de velar sua razão de ser: provocar o conflito na sociedade e, pela fraqueza e vulnerabilidade do povo como resultado do conflito, conquistar a nação em total e explícito aparelhamento.
Eles utilizam canais financiados pelo governo para fomentar esta luta. Deste modo, tudo o que se faz ou diz, de alguma maneira, deve ofender a certo grupo [minoritário], o que, em última instância, cala a todos os que pensam diferente e retira-lhes o direito da liberdade de expressão.
A não ser que você reproduza o discurso "oficial" e politicamente correto, você é uma ameaça e deve ser neutralizado. Em alguns países esta neutralização ocorre no campo cultural, com boicotes acadêmicos, por exemplo. Em outros, esta neutralização ocorre no paredão, com você ajoelhado, de olhos vendados, na frente de um oficial armado com um fuzil. Mas no fundo é a mesma coisa.
Contudo, a maioria, que é composta de idiotas úteis, não percebe que em um sistema onde se fala em "minorias", o INDIVÍDUO se torna a maior minoria de todas, pois, a não ser que você pertença a um grupo chancelado pelo Estado como "minoria", você está lascado, brother.
Outrossim, a própria ideia de uma "minoria" pressupõe uma antropologia espúria, que estabelece uma distinção de qualidade essencial entre os seres humanos. Os mesmos que advogam a existência de minorias acreditam que existem grupos de pessoas diferentes - piores ou melhores - de outros. Eles é que estão dizendo que negros são diferentes de brancos, e que homossexuais são diferentes de heterossexuais.
Em qualquer dicionário do mundo, isto se chama RACISMO.
Não são os conservadores que são racistas, mas os amiguinhos à esquerda.
E não existem minorias! Escreva isso. Todos os homens descendem de um só e foram criados iguais.
Insight #7
Já que falei em "discurso oficial", devo trazer à tona a questão da tolerância.
Meu Deus, quanta babaquice!
Falar alguma coisa contra uma pessoa, grupo ou ideia, agora é "intolerância", e é crime.
Você já percebeu que tudo está se tornando "intolerância"? E já percebeu que se tudo é intolerância, então intolerância não existe?
Veja só: o próprio conceito de "intolerância" supõe de antemão um embate de ideias, afinal, se todos pensassem da mesma forma, não haveria necessidade de tolerar a ideia do outro.
Olavo de Carvalho falou sobre isso:
"Respeitar as opiniões alheias.' É sempre o maldito pensamento metonímico. Respeitar é valorizar. Se valorizo uma opinião, faço-a também minha ao menos parcialmente, e neste caso não estou respeitando uma opinião alheia, e sim a minha própria. O que se pode respeitar é o DIREITO de ter uma opinião que, em si, não merece respeito nenhum. Mas, no Brasil, 'respeitar a opinião alheia' tem uma nuance especial: significa abster-se de tentar mudá-la. E, se não tento mudar uma opinião da qual discordo, é que não me importo de que o sujeito a tenha. Ele que pense o que quiser. 'Respeitar a opinião alheia' significa então desprezá-la. O brasileiro é hoje um dos povos mais confusos do planeta"
Sim, eu citei Olavo. Chore.
Insight #8
O esquerdismo é um monumento ao pós-modernismo, e este, por sua vez, à irracionalidade.
O homem pós-moderno odeia a razão e, em detrimento dela, emprega seus sentimentos.
Em uma rua por onde sempre passo há uma pichação com os seguintes dizeres:
"O ser humano não é mal, ele só está perdido. Mais amor, por favor!".
Esta frase, à luz do sistema de pensamento cristão e à luz do conservadorismo, é ridícula. Sim, o ser humano é mal. E não deixa de estar perdido. Mas o "... Mais amor, por favor!" é emblemático.
O tema do amor aparece em todos os cantos no paraíso esquerdista. Aparece desde o sinal com os dedos em forma de coração até uma mulher clamando por amor e tolerância enquanto fica de quatro e insere um crucifixo no ânus, em frente a uma paróquia cristã, para fazer frente ao cristianismo que, segundo ela, carece de tolerância.
A esquerda não é amável? Che Guevara que o diga.
Mas sabe o que nunca aparece no vocabulário de esquerda? O conceito de "VERDADE". Sabe o por quê? Porque se existir uma verdade, ela pode ser contrária aos interesses, ideias e práticas do esquerdista (como de fato é!). E sendo contrária, ela "oprime" aqueles com os quais entra em confronto.
O cristianismo é bastante opressor, pois ele afirma valores absolutos. O cristianismo não é interessante para a esquerda, nem para o homem pós-moderno.
A esquerda só não sabe que sem a VERDADE, sequer podemos definir AMOR. Uma palavra precisa ser definida. Precisamos saber o que significa "amor". E quando nos perguntamos sobre o significado de "amor", pressupomos uma verdade pela qual imprimimos o conteúdo em seu signo.
Se você chegou à conclusão de que coerência, honestidade, altruísmo, verdade e caridade NÃO são predicados do esquerdismo, então você chegou à conclusão correta.