"Quanto ao conteúdo da pregação, o exemplo de Paulo em Atos 17 é muito informativo. Em termos filosóficos, ele remete aos tópicos da epistemologia, metafísica, religião, biologia, história e ética. Em termos teológicos, ele remete aos tópicos da revelação, teologia propriamente dita, criação, providência, antropologia, ética, cristologia, soteriologia e escatologia. Dependendo que estivermos empregando nessa descrição, seu relato pode remeter a um sumário básico de filosofia ou teologia sistemáticas [alguns aspectos não são desenvolvidos em detalhes, mas isso poderia ser esperado, tendo em vista as circunstâncias e restrições enfrentadas por Paulo].
Uma vez que a 'estratégia de Paulo é a de acentuar as antíteses entre ele e os filósofos' [Bahnsen, Always Ready; p. 272] e considerando que ele é muito abrangente em seu discurso, segue-se que uma abordagem bíblica para a apologética deve demonstrar a nossa oposição abrangente às crenças pagãs, e a nossa apresentação construtiva deve da mesma forma ser minuciosa, cobrindo todos os principais tópicos. Uma implicação disto é que aqueles que não têm uma compreensão básica daquilo que agora chamamos de teologia sistemática não estão aptos a fazer apologética ou evangelismo de uma forma que seja suficientemente bíblica.
Em conexão ao evangelismo, Jesus instruiu os seus discípulos, 'Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações...ensinando-os a obedecer A TUDO o que eu lhes ordenei' (Mt 28.19-20). Ensiná-los a cerca de tudo? A maioria dos cristãos de hoje dificilmente sabe qualquer coisa sobre as doutrinas bíblicas e como estão relacionadas entre si. Mas um conhecimento bíblico abrangente é o pré-requisito de um ministério de pregação abrangente, que é o que Jesus exige aqui. Uma vez que a apologética bíblica e o evangelismo requerem um entendimento amplo pelo menos dos pontos básicos da teologia, aqueles que não têm esse conhecimento não podem com procedência alegar estarem verdadeiramente fazendo apologia bíblica e evangelismo".
CHEUNG, Vincent. Confrontações pressuposicionais, p. 83.
"Se Deus pré destinasse as ações humanas não seriam necessárias exortações, e a Bíblia está repleta delas!".
Essa é uma afirmação que ouço frequentemente de quem não gosta da doutrina dos decretos segundo o pensamento reformado, de quem não a entende ou de quem simplesmente se incomoda com a existência de um Deus que interage com sua criação dirigindo-a segundo o seu propósito ao invés de deixá-la movimentar-se ao impulso da contingência.
Muitos dos que afirmam frases como essa também não gostam de pensar em um Deus deste tipo pois este modus operandi faria dele um Deus "controlador", transgressor do arbítrio humano, e isso é inconcebível para muitos. Um Deus que rege sua criação DETERMINANDO o curso de cada uma das partes dela e, inclusive, as vontades de suas criaturas inteligentes, pode assemelhar-se a um "deus violador" (me desculpem a força do termo, mas estou amenizando o peso da analogia que já ouvi) e o resultado de tal ação imanente pode igualar-se ao que os filósofos chamam de fatalismo.
A doutrina dos decretos de Deus afirma, em poucas palavras, que Deus decretou todas as coisas, inclusive o mal, desde a eternidade; não somente os acontecimentos finais que se conformem à Sua vontade última, mas cada meio e processo pelos quais o Senhor atua em sua criação, conduzindo-a segundo seu propósito soberano. Os decretos são imutáveis pois erguem-se a partir de um Deus imutável, e compõem, em última análise, um só decreto eterno que engloba todas as coisas. Deus diz em Isaías: "... Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará" (Is 14.24) e Paulo afirma que Deus "faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade" (Ef 1.11). Textos bíblicos como estes, entre tantos outros por toda a Escritura, apontam e elucidam a doutrina pela qual afirmamos a absoluta soberania de Deus e seu absoluto controle sobre sua criação.
Diante disso, confesso minha dificuldade em entender o repúdio dos referidos inquiridores pelo ensino de que a soberania de Deus atinge completamente a todas as coisas. Não pode haver outra forma plausível por meio da qual Deus se relacione com sua criação senão através de uma direção positiva, deliberada, poderosa, teleológica (que visa a propósitos pré-definidos) e soberanamente controladora; sim, controladora. Porém, tentarei elencar algumas objeções trazidas à doutrina bíblica de que Deus decreta não somente o curso da história como opera nas vontades de suas criaturas racionais, persuadindo-as segundo o beneplácito de sua soberana vontade.
Uma das objeções, como antecipamos, é a de que uma influência absolutamente controladora como esta que defendemos resultaria em um "fatalismo teísta". Mas isso é totalmente falso e facilmente refutado. Na doutrina filosófica do fatalismo, o que determina o curso da história é o acaso ou uma certa "inteligência" cega e impessoal. Na doutrina bíblica, Deus, um Ser pessoal, poderoso, amoroso e inteligente é quem determina os rumos da história de acordo com seus propósitos (Sl 33.9; Jó 23.13,14). No fatalismo, somente os fins são considerados. Na doutrina bíblica, Deus não somente decreta os fins, mas os meios pelos quais os Seus fins são levados à cabo (Ef 1.11) - isso será muito importante logo adiante. Dessa forma, a doutrina dos decretos em nada se assemelha a uma interpretação fatalista sobre a influência de Deus na história. Afirmar o contrário é blasfêmia.
Outra objeção comum que se faz à doutrina reformada dos decretos é que o substrato de suas proposições é incoerente com o livre-arbítrio do homem e faz de Deus o autor do pecado. Com efeito, essa objeção também pode ser refutada. Em primeiro lugar, a Bíblia não afirma que o homem possui livre-arbítrio. Pelo contrário, a Sagrada Escritura mostra claramente o homem como escravo de suas paixões pecaminosas (Ef 2.1-3; Rm 7.14-21). Em segundo, se procurássemos compreender a extensão plena dos decretos divinos em fusão à livre-agência dos homens (qualidade intelectual de o homem tomar decisões, sempre dentro das capacidades e limitações de sua natureza), arrogaríamos nada além de frustração para nós mesmos. Nosso intelecto é finito e imperfeito, e sofre com os efeitos noéticos do pecado. Portanto, não podemos enquadrar a ação divina concebendo-a ou descrevendo-a segundo nossa limitada percepção, mas devemos nos submeter ao que o Senhor nos revela em sua Palavra, e Ele nos mostra que, ao mesmo tempo em que opera nas vontades de suas criaturas racionais (Êx 7.3; Is 6.9,10; At 2.23; 4.28; Rm 9.18), a elas é atribuída a responsabilidade por seus atos, precisamente pelo fato de serem racionais! Lucas, em Atos 2.23 diz que Jesus morreu pelo desígnio eterno de Deus embora a culpa pelo assassinato de Jesus tenha sido atribuída aos judeus (At 3.15), e Tiago 1.13 diz que Deus não tenta ninguém. Em suma, a doutrina dos decretos divinos não interfere no suposto livre-arbítrio humano simplesmente porque este livre-arbítrio não existe; e tal doutrina não torna Deus o autor do pecado porque o mal é operado por agentes morais, racionais e que têm diante de si um amplo testemunho da existência de Deus pelo qual eles são indesculpáveis (Rm 1.20). Se não conseguimos entender de que maneira Deus pode ter decretado todas as coisas e, ao mesmo tempo, não poder ser culpado pelo pecado, devemos calar-nos diante da Escritura e não sucumbir ao desejo de reduzir seu ensinamento às categorias de nosso entendimento.
Há ainda outra objeção à doutrina dos decretos conforme a Bíblia a expõe, e é precisamente aquela que abre a discussão deste artigo: "Se Deus decretasse de antemão todas as ações dos homens, não seriam necessárias as incontáveis passagens bíblicas que nos exortam a tomar esta ou aquela medida, esta ou aquela decisão ou escolher entre este ou aquele caminho". Ora, mais uma vez a própria Escritura responde a esta objeção. Quanto às exortações divinas gerais, dirigidas a todos os homens (eleitos e não-eleitos), Deus aponta sua vontade simplesmente porque lhe é servido (I) reivindicar seus direitos reais e soberanos sobre o pecador, (II) revelar seus atributos e propósitos de uma forma mais específica, translúcida, clara e persuasiva, (III) chamar pecadores ao arrependimento e à fé e (IV) acentuar sua justiça e a condenação dos que, tendo ouvido a pregação da Palavra, rejeitarem o chamado à salvação, ficando ainda mais expostos à ira escatológica de Nosso Senhor.
Contudo, a Palavra de Deus desempenha um papel especial no coração dos regenerados. Ela é instrumento de seu Santo Espírito na santificação, consolo, encorajamento e direcionamento do povo da aliança. Paulo, aos Tessalonicenses, afirma que a Palavra de Deus atua eficazmente nos que creem (1Ts 2.13). Pedro mostra enfaticamente a instrumentalidade da Palavra na transformação do caráter dos crentes (2Pe 1.4). Hebreus nos prova que a Palavra é a única luz objetiva mediante a qual uma pessoa, pela atuação poderosa do Espírito, discerne a si mesma e os fatos de sua existência. Finalmente, Efésios 6.17 diz que a Palavra de Deus é o instrumento pelo qual o Espírito atua em nós. Assim, vemos que não há incongruência alguma entre a realidade dos decretos soberanos e exaustivos de Deus e a existência de constantes apelos e exortações em Sua Palavra. Conforme sublinhamos, Deus decreta não somente os fins, mas os meios pelos quais seus fins são cumpridos. Destarte, podemos afirmar com certeza: Deus decreta todas as coisas e, simultaneamente, nos convoca a obedecê-lo, sendo a própria convocação do Senhor, como Palavra de Sua boca, um instrumento pelo qual Ele opera em nós o querer e o efetuar, segundo sua boa vontade (Fp 2.13). As constantes exortações do Senhor ao seu povo não se antagonizam ao fato de que Ele decretou todas as coisas. São, na verdade, a ferramenta por meio da qual Deus cumpre o seu decreto eterno.
A doutrina dos decretos de Deus, conforme a Bíblia nô-la apresenta, é tremendamente gloriosa e ultrapassa a capacidade humana de perscrutá-la ou sintetizá-la para que se adeque às suas categorias. A postura legitimamente cristã diante desta doutrina deve ser a de afirmar o que diz a Bíblia, ainda que a compreensão acerca dela se mostre limitada e insatisfeita. Como o apóstolo Paulo, digamos apenas: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Rm 11.33).
É muito engraçado - e de certa forma triste - ouvir de crentes, ainda hoje, a citação de Jesus em Mateus 7.1 toda vez que são contrariados, toda vez que as heresias de seus ídolos gospel são desnudadas ou toda vez que os falsos mestres nos quais eles se apoiam são expostos em seus ensinos equivocados. O primeiro argumento que eles tiram da manga é:
"Não julgueis para que sejam julgados!".
Contudo, me espanta o pouco apreço que essas pessoas têm pela Escritura, pela intelectualidade e, consequentemente, pela verdade. Não fosse dessa forma, eles procurariam gastar mais do que cinco minutos em suas leituras bíblicas. Investiriam algum tempo de suas vidas para estudar a Palavra de Deus e menos tempo ouvindo Thalles Roberto. Eles também dariam mais crédito aos ensinos dos que foram chamados e dotados por Deus como mestres ou professores (Ef 4.11) ao invés de se trancarem num quarto e, com a Bíblia na mão, se perguntarem: "O que esta passagem significa para mim?", como se o texto bíblico tivesse um significado para cada pessoa ao invés de um significado único, absoluto e objetivo. Ademais, eles procurariam averiguar as idiotices que ouvem dos "cheiradores de Bíblia" porque sua busca e paixão seria a verdade e não os conceitos errados que eles gostariam que fossem verdadeiros.
Portanto, embora a questão em torno de Mt 7.1 seja bastante esclarecida e didaticamente exposta por diversos mestres em blogs, videos, mídias sociais, etc., percebo que ela ainda é atual. Por isso iniciei dizendo que me espanto por AINDA existirem cristãos que apelam para o "não julgueis" de Jesus como defesa quando são confrontados em seus erros. Deixe-me explicar, mais uma vez, a doutrina do referido texto.
Esta ordem de Cristo não é uma proibição de qualquer emissão de juízo, mas uma repreensão àqueles que julgam o próximo tendo a si mesmos como medida ou padrão. Tanto isso é verdade que o contexto ilustra uma situação na qual uma pessoa tem uma trave em seu olho mas não somente a ignora como se atenta para um cisco no olho do próximo. Em outras palavras, a ordem de Jesus aqui não foi para não julgar, mas para que não julguemos sem termos consciência de nosso próprio pecado (v. 3).
Se a ordem de Jesus fosse para que simplesmente não julgássemos nada, então como poderíamos cumprir seu próximo conselho para não darmos pérolas aos porcos? Na verdade, a Bíblia nos manda julgar, sim, todas as situações, pessoas e ideias:
1. João nos diz para fazermos julgamentos justos, segundo a reta justiça: "Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos” (Jo 7.24).
2. Paulo pede para que seus interlocutores julguem e avaliem o que ele estava dizendo: "Estou falando a pessoas sensatas; julguem vocês mesmos o que estou dizendo" (1Co 10.15).
3. Paulo exorta a igreja a julgar o que os pregadores estão falando: "Tratando- se de profetas, falem dois ou três, e os outros julguem cuidadosamente o que foi dito" (1Co 14.29).
Finalmente,
4. Paulo novamente nos exorta a julgar tudo o que vemos e ouvimos, e a separarmos o que for bom: "mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom" (1Tm 5.21).
Como consequência, os hereges:
(I) Devem ser apontados (Rm 16.17);
(II) Devem ser advertidos uma ou duas vezes, e depois rejeitados (Tit 3.10);
(III) Devem ser refutados publicamente em suas heresias (Tit 1.9,13);
(IV) Devem ser evitados e rejeitados na comunhão da fé (Rm 16.17; 2Jn 1.9,10).
E preste muita atenção neste verso que o apóstolo Paulo escreveu em uma de suas cartas pastorais:
"...e apegue- se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela" (Tt 1.9).
Esta exortação de Paulo a Tito nos mostra que (I) devemos nos apegar à doutrina correta, valorizando-a; (II) a doutrina correta não pode divergir da plenitude do ensino apostólico e, neste ponto, se nos mostra de grande valia o princípio hermenêutico da analogia da fé, pelo qual afirmamos que nenhum ensino da Escritura pode mostrar-se díspar da totalidade do ensino da mesma; (III) a doutrina correta não serve ao propósito de nos aperfeiçoar intelectualmente, mas de nos santificar; e (IV) diz que o apego ao ensino correto da Escritura serve também ao fim de JULGAR os que se opõem a ela ensinando bobagens e heresias.
Por favor, diante disso, alguém mais vai apelar para o "não julgueis"?
"Não julgueis para que sejam julgados!".
Contudo, me espanta o pouco apreço que essas pessoas têm pela Escritura, pela intelectualidade e, consequentemente, pela verdade. Não fosse dessa forma, eles procurariam gastar mais do que cinco minutos em suas leituras bíblicas. Investiriam algum tempo de suas vidas para estudar a Palavra de Deus e menos tempo ouvindo Thalles Roberto. Eles também dariam mais crédito aos ensinos dos que foram chamados e dotados por Deus como mestres ou professores (Ef 4.11) ao invés de se trancarem num quarto e, com a Bíblia na mão, se perguntarem: "O que esta passagem significa para mim?", como se o texto bíblico tivesse um significado para cada pessoa ao invés de um significado único, absoluto e objetivo. Ademais, eles procurariam averiguar as idiotices que ouvem dos "cheiradores de Bíblia" porque sua busca e paixão seria a verdade e não os conceitos errados que eles gostariam que fossem verdadeiros.
Portanto, embora a questão em torno de Mt 7.1 seja bastante esclarecida e didaticamente exposta por diversos mestres em blogs, videos, mídias sociais, etc., percebo que ela ainda é atual. Por isso iniciei dizendo que me espanto por AINDA existirem cristãos que apelam para o "não julgueis" de Jesus como defesa quando são confrontados em seus erros. Deixe-me explicar, mais uma vez, a doutrina do referido texto.
Esta ordem de Cristo não é uma proibição de qualquer emissão de juízo, mas uma repreensão àqueles que julgam o próximo tendo a si mesmos como medida ou padrão. Tanto isso é verdade que o contexto ilustra uma situação na qual uma pessoa tem uma trave em seu olho mas não somente a ignora como se atenta para um cisco no olho do próximo. Em outras palavras, a ordem de Jesus aqui não foi para não julgar, mas para que não julguemos sem termos consciência de nosso próprio pecado (v. 3).
Se a ordem de Jesus fosse para que simplesmente não julgássemos nada, então como poderíamos cumprir seu próximo conselho para não darmos pérolas aos porcos? Na verdade, a Bíblia nos manda julgar, sim, todas as situações, pessoas e ideias:
1. João nos diz para fazermos julgamentos justos, segundo a reta justiça: "Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos” (Jo 7.24).
2. Paulo pede para que seus interlocutores julguem e avaliem o que ele estava dizendo: "Estou falando a pessoas sensatas; julguem vocês mesmos o que estou dizendo" (1Co 10.15).
3. Paulo exorta a igreja a julgar o que os pregadores estão falando: "Tratando- se de profetas, falem dois ou três, e os outros julguem cuidadosamente o que foi dito" (1Co 14.29).
Finalmente,
4. Paulo novamente nos exorta a julgar tudo o que vemos e ouvimos, e a separarmos o que for bom: "mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom" (1Tm 5.21).
Como consequência, os hereges:
(I) Devem ser apontados (Rm 16.17);
(II) Devem ser advertidos uma ou duas vezes, e depois rejeitados (Tit 3.10);
(III) Devem ser refutados publicamente em suas heresias (Tit 1.9,13);
(IV) Devem ser evitados e rejeitados na comunhão da fé (Rm 16.17; 2Jn 1.9,10).
E preste muita atenção neste verso que o apóstolo Paulo escreveu em uma de suas cartas pastorais:
"...e apegue- se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela" (Tt 1.9).
Esta exortação de Paulo a Tito nos mostra que (I) devemos nos apegar à doutrina correta, valorizando-a; (II) a doutrina correta não pode divergir da plenitude do ensino apostólico e, neste ponto, se nos mostra de grande valia o princípio hermenêutico da analogia da fé, pelo qual afirmamos que nenhum ensino da Escritura pode mostrar-se díspar da totalidade do ensino da mesma; (III) a doutrina correta não serve ao propósito de nos aperfeiçoar intelectualmente, mas de nos santificar; e (IV) diz que o apego ao ensino correto da Escritura serve também ao fim de JULGAR os que se opõem a ela ensinando bobagens e heresias.
Por favor, diante disso, alguém mais vai apelar para o "não julgueis"?
Ok. Você é um alienígena que acabou de chegar ao planeta Terra e quer saber, do "zero", de forma descomplicada e em cinco minutos o que são esses tais de "capitalismo" e "comunismo", e qual a diferença entre eles. Explico.
Capitalismo ou livre-mercado
Capitalismo é um nome que se consolidou historicamente para denotar um sistema econômico baseado na liberdade. É bem simples: você tem um produto que eu quero e escolhe me vender pelo preço que você quer. Se eu estou de acordo com o preço que você pôs em seu produto, eu o compro. Se não, não compro. E se quiser realmente seu produto mas o estou achando caro, procuro outra pessoa que ofereça o mesmo produto, mas o faz com um preço menor. Simples assim. Ninguém e absolutamente ninguém se intromete em nosso acordo. Nosso acordo é completamente livre! Ninguém faz nada por obrigação ou coerção. Você me vende o seu produto pelo preço que você quiser e eu compro se eu quiser. Ninguém arca com consequências de um acordo que não foi mútuo. Você, inclusive, pode optar por colocar um preço tão alto no seu produto que ninguém queira comprá-lo, e, caso você se sinta bem assim, ótimo. Ou você pode baixar o preço do seu produto e praticamente doá-lo (ou doá-lo de fato!) e, se você se sente bem assim, ótimo. Pelo fato de o que chamam de capitalismo ser um sistema econômico baseado na liberdade dentro das relações comerciais, o verdadeiro nome deste sistema é "livre-mercado". Mas por que, então, o livre-mercado é comumente chamado de capitalismo? Em alguns segundos eu respondo isso. Agora vamos ao comunismo.
Comunismo ou socialismo
O comunismo é um sistema econômico (na verdade ele é uma cosmovisão, mas vamos deixar isso para outra hora) que pressupõe, ainda que de maneira injustificada, que as diferenças sociais são más em si mesmas. E sendo más as tais diferenças econômicas, elas devem ser atenuadas ou niveladas. Mas para que as diferenças econômicas sejam atenuadas/niveladas, é necessário que uma força ou poder superior obrigue as pessoas que tenham maior renda a distribuir uma parte delas às pessoas que têm menor renda. O problema ético envolvendo esta coerção é simplesmente ignorado. Então, com a distribuição coercitiva de renda, o resultado deveria ser uma maior igualdade social. O problema é que (I) nem se busca uma justificativa filosoficamente aceitável para reputar a diferença social como má em si, (II) nem se busca justificativa filosoficamente aceitável para retirar os bens das pessoas e redistribuí-los, e (III) nem se busca uma justificativa filosoficamente aceitável para colocar um poder maior acima de todas as pessoas a fim de forçá-las a dar os seus bens. E além destes problemas que pairam sem respostas, a consequência inevitável do comunismo é a igualdade social na pobreza. No comunismo, os pobres continuam pobres ou ficam ainda mais pobres, e os ricos ficam mais pobres sempre. E por que isso acontece invariavelmente? Respondo em um minuto. O socialismo, por sua vez, é um "comunismo amenizado". O comunismo prevê a estatização completa e o socialismo permite que as pessoas tenham alguns bens de consumo ou particulares. Em ambos os casos há intervenção do Estado na economia, que gera uma série de consequências nefastas para a população. Ambas as propostas, em última análise, ferem as liberdades individuais e buscam o controle do cidadão. Virtualmente, são a mesma coisa. Dito isso, deixe-me voltar ao capitalismo.
Capitalismo ou livre-mercado - continuação
Uma vez que a tônica do capitalismo é a liberdade nas relações comerciais, o verdadeiro nome deste sistema é livre-mercado. Entretanto, o livre-mercado passou a ser condenado por um pensamento revolucionário que se materializou (trocadilho não proposital!) em Karl Marx, um cara que nunca trabalhou em sua vida inteira. Com efeito, este pensamento revolucionário não condenou apenas a liberdade nas relações econômicas, mas abomina qualquer liberdade individual: o indivíduo deve sempre ser sufocado pela ideia do coletivo. Mas voltando à questão econômica, na ordem de condenar a liberdade nas relações comerciais e culpá-la pelas mazelas sociais, o livre-mercado passou a ser chamado de "capitalismo", como se fosse um sistema que opera em função do capital, do dinheiro. Contudo, em uma relação comercial livre, a despeito da precificação dos produtos, a tônica ainda é a liberdade, e não o capital. Tudo opera em função da liberdade. De fato, isso é tão natural que todas as relações comerciais na história, desde os mais remotos tempos, foram articuladas com base nesta liberdade: você tem algo que me interessa (digamos, duas galinhas) e eu tenho algo que te interessa (digamos, um telescópio ... ou ... dez reais, não importa!), e se os dois estiverem de acordo, trocamos. E essa troca livre gera riquezas e ascenção social. Os ricos precisam contratar pessoas para trabalhar em suas empresas. Os mais pobres são contratados e, com emprego, podem investir em estudos e capacitação, reposicionando-se profissionalmente. Eles também compram coisas, já que eles podem e, comprando, mais produtos precisam ser fabricados, o que amplia a necessidade de abertura de empresas e contratações. A economia é aquecida. Todos compram, todos vendem e todos ganham. Agora vamos voltar ao comunismo.
Comunismo ou socialismo - continuação
Na empreitada de igualar, à força e de forma antinatural, as diferenças sociais, todo um sistema para mover isso deve ser criado (sindicatos, secretarias, entidades, empregados, salários, estrutura, tecnologia, etc.), e este sistema custa caro, muito caro! E como o dinheiro dos terráqueos não vem de Saturno, nem de Marte, quem paga isso tudo é a própria população. Os pobres pagam isso com impostos e incontáveis taxas, e continuam pobres. Os ricos, para não pagar estas taxas e impostos, repassam estes valores aos seus produtos ou aos seus funcionários. Assim, como seus produtos ficam mais caros, os pobres deixam de comprá-los e, finalmente, com suas vendas diminuindo, eles têm que demitir funcionários (gerando mais pobreza), suas empresas fecham, e eles ficam também mais pobres. Todos ficam pobres ... Exceto ... [lembra daquele cara que foi eleito para forçar a distribuição de renda, alimentar burocracia, intervir nas relações comerciais, criar e gerir a máquina estatal responsável por manter o sistema funcionando, etc.?] você acertou: o governante ditador ou sua classe política! Estes ficam cada vez mais ricos. E não podemos nos esquecer da classe artística responsável por fixar as "maravilhas" do comunismo na mentalidade popular, para que não haja revoltas. Essa classe artística engajada também fica bem rica, pois é paga pelo governo para realizar bem a sua propaganda. Fora isso, é só pobreza mesmo.
Livre-mercado ou comunismo/socialismo?
À vista deste B-A-BA rudimentar das duas principais vertentes teoréticas da economia, vamos tecer algumas conclusões. Em primeiro lugar, problemas sociais sempre existiram e sempre existirão, e a ordem é que cuidemos dos mais pobres de forma voluntária e com liberdade de consciência, e não terceirizando esta responsabilidade para uma estrutura estatal que vai ser incapaz de ajudar pobre a mudar de classe enquanto torna todos mais pobres. Em segundo, qualquer intervenção estatal na economia é, por força de lógica, socialismo, e socialismo, por força de lógica, é totalitarismo. Cada vez que o Estado se intromete na economia, seja determinando preços mínimos, seja determinando salários mínimos, seja "regulamentando" uma profissão (um eufemismo para possibilitar o roubo de mais um cidadão por meio de impostos e taxação), seja determinando o que deve ser vendido e o que não deve, ele está ferindo a liberdade dos indivíduos negociarem livremente. Em terceiro, é comum algumas pessoas associarem o "capitalismo" à ganância e a outras falhas de caráter. Mas isso é um grande erro. O amor servil ao dinheiro e outras mazelas no caráter humano jamais podem ser produzidas por um sistema econômico pelo simples fato de que não somente a ganância mas toda sorte de corrupção moral não vêm de fora, mas de dentro do homem. Ou seja, não corrompem o homem de fora para dentro, mas é o mal no próprio coração do homem que o torna mal e corrupto. Isso é apenas um eco do que disse Jesus em Mt 15.17-19. Desse modo, não é o "capitalismo" que produz ganância. Esta é intrínseca ao homem, de modo que se manifesta independentemente do modelo econômico que se adota. Vemos este amor servil ao dinheiro tanto nos corretores de Wall Street quanto nos líderes comunistas, com suas vidas opulentas enquanto os cidadãos de seus países morrem de fome. (Vide Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, e, em proporção menor, o próprio Brasil). Agora, uma vez que se entende isso, só o livre-mercado possibilita a VERDADEIRA caridade. Só no livre-mercado alguém pode dizer: "Quer saber? Meu produto vale $100,00, mas vou doá-lo para esta pessoa". No comunismo, isso é teoricamente impossível e praticamente ilegal. Em quarto, fazendo jus à teoria, os resultados desses sistemas podem ser conferidos na prática: todos os países em que o livre-mercado foi respeitado cresceram em riquezas, tiveram sua população pobre diminuída e eliminaram a miséria. O oposto é verdadeiro: todos os países que aderiram ao socialismo se afundaram na pobreza. E aqueles que ainda não alcançaram o fundo do poço (como o Brasil, por exemplo), caminham a passos largos nessa direção.
Capitalismo ou livre-mercado
Capitalismo é um nome que se consolidou historicamente para denotar um sistema econômico baseado na liberdade. É bem simples: você tem um produto que eu quero e escolhe me vender pelo preço que você quer. Se eu estou de acordo com o preço que você pôs em seu produto, eu o compro. Se não, não compro. E se quiser realmente seu produto mas o estou achando caro, procuro outra pessoa que ofereça o mesmo produto, mas o faz com um preço menor. Simples assim. Ninguém e absolutamente ninguém se intromete em nosso acordo. Nosso acordo é completamente livre! Ninguém faz nada por obrigação ou coerção. Você me vende o seu produto pelo preço que você quiser e eu compro se eu quiser. Ninguém arca com consequências de um acordo que não foi mútuo. Você, inclusive, pode optar por colocar um preço tão alto no seu produto que ninguém queira comprá-lo, e, caso você se sinta bem assim, ótimo. Ou você pode baixar o preço do seu produto e praticamente doá-lo (ou doá-lo de fato!) e, se você se sente bem assim, ótimo. Pelo fato de o que chamam de capitalismo ser um sistema econômico baseado na liberdade dentro das relações comerciais, o verdadeiro nome deste sistema é "livre-mercado". Mas por que, então, o livre-mercado é comumente chamado de capitalismo? Em alguns segundos eu respondo isso. Agora vamos ao comunismo.
Comunismo ou socialismo
O comunismo é um sistema econômico (na verdade ele é uma cosmovisão, mas vamos deixar isso para outra hora) que pressupõe, ainda que de maneira injustificada, que as diferenças sociais são más em si mesmas. E sendo más as tais diferenças econômicas, elas devem ser atenuadas ou niveladas. Mas para que as diferenças econômicas sejam atenuadas/niveladas, é necessário que uma força ou poder superior obrigue as pessoas que tenham maior renda a distribuir uma parte delas às pessoas que têm menor renda. O problema ético envolvendo esta coerção é simplesmente ignorado. Então, com a distribuição coercitiva de renda, o resultado deveria ser uma maior igualdade social. O problema é que (I) nem se busca uma justificativa filosoficamente aceitável para reputar a diferença social como má em si, (II) nem se busca justificativa filosoficamente aceitável para retirar os bens das pessoas e redistribuí-los, e (III) nem se busca uma justificativa filosoficamente aceitável para colocar um poder maior acima de todas as pessoas a fim de forçá-las a dar os seus bens. E além destes problemas que pairam sem respostas, a consequência inevitável do comunismo é a igualdade social na pobreza. No comunismo, os pobres continuam pobres ou ficam ainda mais pobres, e os ricos ficam mais pobres sempre. E por que isso acontece invariavelmente? Respondo em um minuto. O socialismo, por sua vez, é um "comunismo amenizado". O comunismo prevê a estatização completa e o socialismo permite que as pessoas tenham alguns bens de consumo ou particulares. Em ambos os casos há intervenção do Estado na economia, que gera uma série de consequências nefastas para a população. Ambas as propostas, em última análise, ferem as liberdades individuais e buscam o controle do cidadão. Virtualmente, são a mesma coisa. Dito isso, deixe-me voltar ao capitalismo.
Capitalismo ou livre-mercado - continuação
Uma vez que a tônica do capitalismo é a liberdade nas relações comerciais, o verdadeiro nome deste sistema é livre-mercado. Entretanto, o livre-mercado passou a ser condenado por um pensamento revolucionário que se materializou (trocadilho não proposital!) em Karl Marx, um cara que nunca trabalhou em sua vida inteira. Com efeito, este pensamento revolucionário não condenou apenas a liberdade nas relações econômicas, mas abomina qualquer liberdade individual: o indivíduo deve sempre ser sufocado pela ideia do coletivo. Mas voltando à questão econômica, na ordem de condenar a liberdade nas relações comerciais e culpá-la pelas mazelas sociais, o livre-mercado passou a ser chamado de "capitalismo", como se fosse um sistema que opera em função do capital, do dinheiro. Contudo, em uma relação comercial livre, a despeito da precificação dos produtos, a tônica ainda é a liberdade, e não o capital. Tudo opera em função da liberdade. De fato, isso é tão natural que todas as relações comerciais na história, desde os mais remotos tempos, foram articuladas com base nesta liberdade: você tem algo que me interessa (digamos, duas galinhas) e eu tenho algo que te interessa (digamos, um telescópio ... ou ... dez reais, não importa!), e se os dois estiverem de acordo, trocamos. E essa troca livre gera riquezas e ascenção social. Os ricos precisam contratar pessoas para trabalhar em suas empresas. Os mais pobres são contratados e, com emprego, podem investir em estudos e capacitação, reposicionando-se profissionalmente. Eles também compram coisas, já que eles podem e, comprando, mais produtos precisam ser fabricados, o que amplia a necessidade de abertura de empresas e contratações. A economia é aquecida. Todos compram, todos vendem e todos ganham. Agora vamos voltar ao comunismo.
Comunismo ou socialismo - continuação
Na empreitada de igualar, à força e de forma antinatural, as diferenças sociais, todo um sistema para mover isso deve ser criado (sindicatos, secretarias, entidades, empregados, salários, estrutura, tecnologia, etc.), e este sistema custa caro, muito caro! E como o dinheiro dos terráqueos não vem de Saturno, nem de Marte, quem paga isso tudo é a própria população. Os pobres pagam isso com impostos e incontáveis taxas, e continuam pobres. Os ricos, para não pagar estas taxas e impostos, repassam estes valores aos seus produtos ou aos seus funcionários. Assim, como seus produtos ficam mais caros, os pobres deixam de comprá-los e, finalmente, com suas vendas diminuindo, eles têm que demitir funcionários (gerando mais pobreza), suas empresas fecham, e eles ficam também mais pobres. Todos ficam pobres ... Exceto ... [lembra daquele cara que foi eleito para forçar a distribuição de renda, alimentar burocracia, intervir nas relações comerciais, criar e gerir a máquina estatal responsável por manter o sistema funcionando, etc.?] você acertou: o governante ditador ou sua classe política! Estes ficam cada vez mais ricos. E não podemos nos esquecer da classe artística responsável por fixar as "maravilhas" do comunismo na mentalidade popular, para que não haja revoltas. Essa classe artística engajada também fica bem rica, pois é paga pelo governo para realizar bem a sua propaganda. Fora isso, é só pobreza mesmo.
Livre-mercado ou comunismo/socialismo?
À vista deste B-A-BA rudimentar das duas principais vertentes teoréticas da economia, vamos tecer algumas conclusões. Em primeiro lugar, problemas sociais sempre existiram e sempre existirão, e a ordem é que cuidemos dos mais pobres de forma voluntária e com liberdade de consciência, e não terceirizando esta responsabilidade para uma estrutura estatal que vai ser incapaz de ajudar pobre a mudar de classe enquanto torna todos mais pobres. Em segundo, qualquer intervenção estatal na economia é, por força de lógica, socialismo, e socialismo, por força de lógica, é totalitarismo. Cada vez que o Estado se intromete na economia, seja determinando preços mínimos, seja determinando salários mínimos, seja "regulamentando" uma profissão (um eufemismo para possibilitar o roubo de mais um cidadão por meio de impostos e taxação), seja determinando o que deve ser vendido e o que não deve, ele está ferindo a liberdade dos indivíduos negociarem livremente. Em terceiro, é comum algumas pessoas associarem o "capitalismo" à ganância e a outras falhas de caráter. Mas isso é um grande erro. O amor servil ao dinheiro e outras mazelas no caráter humano jamais podem ser produzidas por um sistema econômico pelo simples fato de que não somente a ganância mas toda sorte de corrupção moral não vêm de fora, mas de dentro do homem. Ou seja, não corrompem o homem de fora para dentro, mas é o mal no próprio coração do homem que o torna mal e corrupto. Isso é apenas um eco do que disse Jesus em Mt 15.17-19. Desse modo, não é o "capitalismo" que produz ganância. Esta é intrínseca ao homem, de modo que se manifesta independentemente do modelo econômico que se adota. Vemos este amor servil ao dinheiro tanto nos corretores de Wall Street quanto nos líderes comunistas, com suas vidas opulentas enquanto os cidadãos de seus países morrem de fome. (Vide Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, e, em proporção menor, o próprio Brasil). Agora, uma vez que se entende isso, só o livre-mercado possibilita a VERDADEIRA caridade. Só no livre-mercado alguém pode dizer: "Quer saber? Meu produto vale $100,00, mas vou doá-lo para esta pessoa". No comunismo, isso é teoricamente impossível e praticamente ilegal. Em quarto, fazendo jus à teoria, os resultados desses sistemas podem ser conferidos na prática: todos os países em que o livre-mercado foi respeitado cresceram em riquezas, tiveram sua população pobre diminuída e eliminaram a miséria. O oposto é verdadeiro: todos os países que aderiram ao socialismo se afundaram na pobreza. E aqueles que ainda não alcançaram o fundo do poço (como o Brasil, por exemplo), caminham a passos largos nessa direção.
