Estudar é realmente necessário para todo cristão?

19:51

"Quanto ao conteúdo da pregação, o exemplo de Paulo em Atos 17 é muito informativo. Em termos filosóficos, ele remete aos tópicos da epistemologia, metafísica, religião, biologia, história e ética. Em termos teológicos, ele remete aos tópicos da revelação, teologia propriamente dita, criação, providência, antropologia, ética, cristologia, soteriologia e escatologia. Dependendo que estivermos empregando nessa descrição, seu relato pode remeter a um sumário básico de filosofia ou teologia sistemáticas [alguns aspectos não são desenvolvidos em detalhes, mas isso poderia ser esperado, tendo em vista as circunstâncias e restrições enfrentadas por Paulo].

Uma vez que a 'estratégia de Paulo é a de acentuar as antíteses entre ele e os filósofos' [Bahnsen, Always Ready; p. 272] e considerando que ele é muito abrangente em seu discurso, segue-se que uma abordagem bíblica para a apologética deve demonstrar a nossa oposição abrangente às crenças pagãs, e a nossa apresentação construtiva deve da mesma forma ser minuciosa, cobrindo todos os principais tópicos. Uma implicação disto é que aqueles que não têm uma compreensão básica daquilo que agora chamamos de teologia sistemática não estão aptos a fazer apologética ou evangelismo de uma forma que seja suficientemente bíblica.

Em conexão ao evangelismo, Jesus instruiu os seus discípulos, 'Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações...ensinando-os a obedecer A TUDO o que eu lhes ordenei' (Mt 28.19-20). Ensiná-los a cerca de tudo? A maioria dos cristãos de hoje dificilmente sabe qualquer coisa sobre as doutrinas bíblicas e como estão relacionadas entre si. Mas um conhecimento bíblico abrangente é o pré-requisito de um ministério de pregação abrangente, que é o que Jesus exige aqui. Uma vez que a apologética bíblica e o evangelismo requerem um entendimento amplo pelo menos dos pontos básicos da teologia, aqueles que não têm esse conhecimento não podem com procedência alegar estarem verdadeiramente fazendo apologia bíblica e evangelismo".

CHEUNG, Vincent. Confrontações pressuposicionais, p. 83.


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