A infame indignação da mídia esquerdista sobre o recente atentado islâmico em Orlando

12:17

Hoje, em seu site Senso Incomum [1], o analista político Flávio Morgenstern escreveu sobre algo acerca do que tenho falado, de diversas maneiras, há algum tempo: a imensurável infâmia de se abstrair juízos morais diluindo-os em conceitos genéricos, propositalmente difusos e imbuídos de tal elasticidade semântica que possam ser aplicados a situações diametralmente opostas.

Há não muito tempo atrás eu disse o seguinte:

"A igreja não deve apenas denunciar a 'corrupção' ou golpear ao vento termos abstratos sem as suas representações concretizadas em (I) pessoas, (II) estruturas de pensamento ou (III) filosofias políticas antagônicas ao cristianismo.".

Disse ainda:

"Condenar predicados reduzidos a ojerizas universais é uma atitude imoral, condenscendente e empática ao paganismo.".

E completei afirmando:

"Denunciar essas coisas sem atacá-las nominalmente é assumir comunhão com a proposta de uma 'religião universal' que se baseia em slogans de alta adesão mas não possui a verdade salvadora.".

O ponto é que, a despeito de meu artigo [2] ser bastante recente, o apelo de sua urgência não apenas mantêm-se em nível dilacerante como cresce a cada segundo e a cada evento noticiado. Cada uma das manchetes da grande mídia descreve os eventos segundo o pecado a que me referi linhas acima. Ou seja, evita, deliberadamente, certas palavras-chave; emprega, deliberadamente, outras palavras que servem como "gatilhos emocionais"; invertem o significado de conceitos; abstraem os sujeitos das ações em coletivos denominados segundo perspectivas de realidade invertidas, and so on. Exemplos?

Cada vez que você lê algo como "Adolescente foi morto por investida policial...", presencia essa manipulação da linguagem como mecanismo de subversão. A manchete evita noticiar a realidade: "BANDIDO foi morto por investida policial...". Cada vez que você se depara com "Professora foi atingida por arma de fogo...", flagra a mesma manipulação, que vela a seguinte realidade dos fatos: "Professora foi atingida por ASSALTANTE com arma de fogo...". E, o mais recente: "Crime homofóbico em Orlando cometido com arma de fogo mata 50...", ao invés de: "ASSASSINO ISLÂMICO invade boate LGBT e mata 50 em honra à lei do islam...".

Cada um desses exemplos figura não apenas o uso nefasto da linguagem a fim de instrumentalizar a revolução progressista escondendo parcelas da verdade, abstraindo sujeitos e distorcendo fatos, mas aponta o comprometimento moral, epistemológico e espiritual daqueles que a articulam segundo visões de mundo ímpias.

O Brasil, um país marionetado pelo marxismo cultural - principal potestade que atua como frente ao cristianismo - , é um celeiro aberto e receptivo à este mal. Desta sorte, o que tenho dito em meus artigos, o que Flávio Morgenstern denunciou hoje em seu texto e que outros homens de honra têm estampado nas "trincheiras" da guerra pela narrativa correta (que pressupõe uma VERDADE ABSOLUTA), prossegue em modo de urgência pela agenda de que carece o Ocidente: a defesa da verdade.



Notas

1. MORGENSTERN, Flávio. A MANCHETE É: “MUÇULMANO TERRORISTA ASSASSINA GAYS”. QUAL A DIFICULDADE EM DIZER?, 2016. Disponível em: <http://sensoincomum.org/2016/06/13/manchete-muculmano-terrorista-assassina-gays/>. Acesso em: 14 de jun. 2016.

2. RIBEIRO. Paulo. Cenário Político e Voz Profética da Igreja, 2016. Disponível em: <http://www.teologiaexpressa.com/2016/03/cenario-politico-e-voz-profetica.html?m=0>. Acesso em: 14 de jun. 2016.

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