O perigo de vivermos no "modo automático"

16:08


Os homens não tiveram sua natureza mudada com o passar dos milênios, séculos e anos. Nem tampouco sua propensão ao mal foi aumentada por qualquer razão. No entanto, por uma questão circunstancial, nunca nos foi tão fácil existirmos de modo pseudo-autônomo, substituindo preocupações e valores importantes por objetivos secundários e efêmeros. Não que isso não acontecesse desde os primórdios da corrupção humana, mas, dadas as facilidades e conveniências com as quais vivemos, essa agenda existencial tem sido cada vez mais presente em nossas vidas.

Contudo, essa não é a ideia de Deus para os que querem realmente viver e aprender com ele. O mundo em que vivemos não promove naturalmente um tempo para que o homem busque uma espiritualidade autêntica e plena (Ef 2.2; 5.18a). Portanto é necessário um esforço pessoal e artificial por parte de quem almeja crescer espiritualmente para que esse tempo exista (Fl 3.12-14; Cl 3.1,16), e isso, naturalmente, envolve a adoção de estratégias e de um estilo de vida que promovam essa possibilidade (Sl 119.55,97,147).

A conclusão é que um estilo de vida, uma existência, um modus vivendi que estabeleça Deus como alvo primário e central de busca e devoção precisa ser produzido artificialmente. Estratégias precisam ser elaboradas para viabilizá-lo. É preciso que haja voluntariedade para conquistar esse objetivo.

Paulo disse aos cristãos de Filipos: "Não que eu já tenha alcançado tudo isso ou já me tenha tornado perfeito, mas arremeto para tentar alcançá-lo, porque eu mesmo fui alcançado por Jesus Cristo. [...] A minha única preocupação é, esquecendo o caminho percorrido e ansiando com todas as forças pelo que está à frente, arremeter rumo à meta, visando ao prêmio ligado ao chamado que, do alto, Deus nos dirige em Jesus Cristo" (Fp 3.12-14 - TEB). Não é exatamente sobre isso que Paulo está falando?

Assim, busquemos a Deus, e concentremos nossa energia "no que está no alto, lá onde se encontra Cristo" (Cl 3.1).

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